Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Bisous




Já tinha confessado que gosto muito de beijos, não de uns quaisquer mas daqueles que são como já contei, não me vou repetir para não vos/nos chatear.

Encontrei este filme por aí e tem duas coisas que gosto, isso, beijos, e Paris. É um filme bonito e bem feito de promoção da cidade onde se vêem os bairros menos conhecidas da cidade. É um bocadinho cliché porque bate naquela tecla de que Paris é a cidade do amor mas isso nem interessa muito até porque qualquer sítio minimamente decente com a companhia perfeita se torna o sítio mais romântico do mundo. Vale sempre rever a cidade e lembrar os beijos que lá dei.

Groucho

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Money Talks

So far so good.


Ela: Sempre vamos para um hotel?
Eu: Sim, boa ideia.
Ela: Vamos. Pagas?
Eu: Ok, eu pago mas só eu é que me venho. Combinado?
Ela - Risos e insultos.

Não compreendo este paradoxo da mulher moderna que por um lado quer ser livre, independente, dona do seu destino e por outro quer que lhe continuem a pagar contas. Não estou a falar de um jantar ou de uma prenda, isso são carinhos dos quais se alimenta o amor. Nem de que se o homem ganha mais deve gastar mais, isso é senso comum. Estou a falar daquelas que quando chega a conta do restaurante, nunca fazem pelo menos o esboço de um gesto de puxar pela carteira. Daquelas que nem para um pequeno almoço se chegam à frente. Que acham que o homem tem de ser um cavalheiro e tem o dever de arcar com todas as contas porque é como se fosse a banca do Monopólio. Mas se depois esse mesmo homem ousa dizer alguma coisa que possa remotamente soar a indício de controlo, ah, então é 1755 revisited, afinal ele não é um gentleman é um um porco machista e chauvinista.

As mulheres querem igualdade de oportunidades e de condições no trabalho mas quando chega à mesa do restaurante as regras parecem mudar completamente. Um conselho: façam pelo menos o gesto de intenção até porque só é cavalheiro quem quer e até quando quer. Nos dias que correm ficarem sempre à espera que o otário pague a conta é escusado e um insulto às mulheres que andaram a queimar soutiens para que vocês fossem tratadas como iguais.

Groucho

Castanhas de S. Valentim

Valentine's Chestnuts


Vinha eu de mais uma sessão de "capitoterapia" e aproximo-me de um fogareiro que já me habituei a apanhar no trajecto, disposto a comprar uma "dúzia", para combater a gula que se instala após 45m a "deitar cá pra fora". Enquanto aguardo pela minha vez observo duas clientes à minha frente, jovens dos seus 20 e muitos, com ar de trabalharem numa consultora ou escritório de advogados, infelizmente submissas à nova moda dos tailleurs de calça, que vieram substituir os esses sim clássicos e interessantes tailleurs de saia, infelizmente em extinção entre as executivas da zona cosmopolita da cidade, sobretudo as mais novas. Foi enquanto processava em segundos estes dados de observação que sou presenteado com este rápido diálogo, delicioso exemplo de como as mulheres têm sempre, mesmo que inconscientemente, o romance na cabeça.

Cliente porta-voz: Olhe, queria acertar algo consigo para o dia de S.Valentim.
Senhora das Castanhas: Desculpe?
C: Para o dia de S. Valentim, daqui a dois dias, queria fazer uma encomenda grande, é possível?
S: A menina não quererá dizer antes S. Martinho?
C: Ahhh , é isso, sim S. Martinho, que disparate! (ar envergonhado olhando a senhora e a minha pessoa)
S: Ahh esta juventude, já está com a cabeça no namorico (a tradicional tirada de pseudo sapiência sénior)
C: (blushing)

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Um Jogo entre Jogos

um duelo ao pôr do sol


Já desisti de tentar perceber como é que, nos dias que correm, com o trabalho que todos temos às costas, no estado em que está "esta merda", a malta ainda tem tempo para passar o dia no livro facial, sobretudo a jogar jogos, até porque o mais provável é a minha incompreensão decorrer da minha sofrível capacidade de gestão de tempo e tarefas. Tenho amigos e amigas que jogam aos 2 e 3 jogos ao mesmo tempo: uns têm casas de assar frangos onde servem refeições, outros criam porcos ou mesmo cisnes, num contexto abichanado. Outros andam à facada e ao tiro a fazer missões gansterianas. Anda tudo a jogar por todo o lado, e quando me lembro de abrir o meu livro facial eis a parafernália de mensagens de upgrade de caçadeira, de compra de ordenha mecânica ou outro pormenor ridículo qualquer. Eu nem tenho nada contra jogos, até porque me parece que o apego ao jogo é uma faceta da criatividade e propensão para o sonho do ser humano, mas que há febre há.

Posto isto debruço-me sobre um jogo absolutamente surreal que me mostraram há uns dias: Sexy City. O entretém vai buscar inspiração às fantásticas, cosmopolitas, emopreendedoras e super bem resolvidas personagens de ficção do "Sexo na Cidade" parece-me pois pelo que percebi o jogador escolhe, ao iniciar, uma de 4 gajas desse estilo, para fazer a sua vida em Nova Iorque. E que vida é essa? É a descrição da vida que diz tudo e faz sorrir. Eu provavelmente não apanhei todos os detalhes do jogo enquanto mo mostravam mas é mais ou menos isto:

- Passo 1: dedicam-se a levar a cabo "missões" muito particulares: sair com gajos e manter conversas de engate com os ditos. Quanto melhor a conversa correr mais "pasta" lhe sugam, ou seja, é à custa dos rapazolas que elas amealham "bago" para o que vem a seguir.

- Passo 2: assomam às lojas onde podem comprar sapatos, malas, roupas, tudo e mais alguma coisa, numa oferta variada, que lhes permite não só customizar a sua personagem como prepará-la para o passo seguinte.

- Passo 3: realizam "duelos". Escolhem uma de três peruas disponíveis para o embate, e o jogo define uma vencedora do "duelo", baseado no estilo global das adversárias: a que tiver mais estilo vence e amealha pontos para subir de nível.

O racional viciante do jogo é simples: Homens > Dinheiro > Sapatos, Malas e Roupa > Supremacia sobre as outras cabras, o ultimate selfe steem challenge. É no mínimo curioso.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Beyonce a preceito



Hoje recebo na caixa de e-mail o alerta de novas fotos da Getty acerca da recente aparição de Beyonce nos MTV Music Awards. Olhei e pensei "gosto" e lembrei-me de algumas confissões postadas.

The importance of having a deeper voice

Se estivermos atentos, até num ridiculamente cómico game show aprendemos umas coisas sobre comportamento humano, desde que apresentados por game hosts sem medo de ouvir uns apupos ao dizerem verdades como esta:

concorrente: "I'm listening to what you saying but I only hear what i want to"
apresentador: "that's just called being a woman."
apresentador: "women don't really want to hear a man's opinion, they just want to hear their own opinion in a deeper voice"




Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Eu sei que malhei no Saramago mas...


...será que o marketing religioso é assim tão eficaz? Andava eu a fazer pouco da actividade de marketing junto das minhas colegas, à custa do facto da Iglo me enviar, inexplicavelmente, regulares envelopes com CDs, DVDs e coupões relativos aos seus novos produtos (douradinhos, ervilhas e outras coisas que valorizo particularmente), e eis que subitamente o marketing religioso me cala: é que passaram escassos dias do meu ataque ao (também ele) marketeiro Saramago e recebo um envelope que alguém se deu ao trabalho de enviar desde Ouro Branco (São Paulo, Brasil), destinado à minha pessoa e com referência à minha função profissional (que vos asseguro não ser a de prior, abade, pastor ou relacionado) que incluía... um fantástico folheto mono cromático de meia dúzia de páginas A5 carregadas de texto corrido espalhando a mensagem da até agora por mim desconhecida... União Divinista. Se o contexto "Saramago" já dava conta do quão cirúrgico anda pelos vistos o marketing religioso, desconfio que o próprio timing denuncia a posse de ferramentas avançadíssimas, ou não andasse a minha vida numa fase que dá que pensar no apelo à divinidade.

Grande gargalhada no escritório, um "momento Seinfeld", com particular ênfase na página cujo título é... Oração dos Pretos Velhos, texto da autoria de Osvaldo Polidoro.