Já desisti de tentar perceber como é que, nos dias que correm, com o trabalho que todos temos às costas, no estado em que está "esta merda", a malta ainda tem tempo para passar o dia no livro facial, sobretudo a jogar jogos, até porque o mais provável é a minha incompreensão decorrer da minha sofrível capacidade de gestão de tempo e tarefas. Tenho amigos e amigas que jogam aos 2 e 3 jogos ao mesmo tempo: uns têm casas de assar frangos onde servem refeições, outros criam porcos ou mesmo cisnes, num contexto abichanado. Outros andam à facada e ao tiro a fazer missões gansterianas. Anda tudo a jogar por todo o lado, e quando me lembro de abrir o meu livro facial eis a parafernália de mensagens de upgrade de caçadeira, de compra de ordenha mecânica ou outro pormenor ridículo qualquer. Eu nem tenho nada contra jogos, até porque me parece que o apego ao jogo é uma faceta da criatividade e propensão para o sonho do ser humano, mas que há febre há.
Posto isto debruço-me sobre um jogo absolutamente surreal que me mostraram há uns dias: Sexy City. O entretém vai buscar inspiração às fantásticas, cosmopolitas, emopreendedoras e super bem resolvidas personagens de ficção do "Sexo na Cidade" parece-me pois pelo que percebi o jogador escolhe, ao iniciar, uma de 4 gajas desse estilo, para fazer a sua vida em Nova Iorque. E que vida é essa? É a descrição da vida que diz tudo e faz sorrir. Eu provavelmente não apanhei todos os detalhes do jogo enquanto mo mostravam mas é mais ou menos isto:
- Passo 1: dedicam-se a levar a cabo "missões" muito particulares: sair com gajos e manter conversas de engate com os ditos. Quanto melhor a conversa correr mais "pasta" lhe sugam, ou seja, é à custa dos rapazolas que elas amealham "bago" para o que vem a seguir.
- Passo 2: assomam às lojas onde podem comprar sapatos, malas, roupas, tudo e mais alguma coisa, numa oferta variada, que lhes permite não só customizar a sua personagem como prepará-la para o passo seguinte.
- Passo 3: realizam "duelos". Escolhem uma de três peruas disponíveis para o embate, e o jogo define uma vencedora do "duelo", baseado no estilo global das adversárias: a que tiver mais estilo vence e amealha pontos para subir de nível.
O racional viciante do jogo é simples: Homens > Dinheiro > Sapatos, Malas e Roupa > Supremacia sobre as outras cabras, o ultimate selfe steem challenge. É no mínimo curioso.